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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Fé de atletas evangélicos ganha pessoas para Jesus


Até onde vai a influência dos atletas sobre seus fãs?

Fé de atletas evangélicos ganha pessoas para Jesus
Ao fazer a coreografia da música “Ai se eu te pego” na comemoração de um gol, o astro português Cristiano Ronaldo gerou a curiosidade de milhões de torcedores do Real Madri. Pouco tempo depois, a música de Michel Teló “estourou” na Europa e tornou-se um hit em vários países.
O próprio músico reconheceu que foi Cristiano Ronaldo o responsável pela repercussão do hit. Em pouco tempo outros jogadores de outros times também comemoram seus gols dessa maneira, o que apenas contribui para aumentar o sucesso de Teló.
Mas até que ponto os gostos e opções de um atleta influenciam os seus fãs? Uma vez que o futebol é o esporte mais popular do mundo, a ato de mostrar camisetas com dizeres evangélicos já causou muita controvérsia. A FIFA chegou a proibir tal prática.
O pastor batista Jarbas Aragão conta que numa viagem a Singapura alguns anos atrás conheceu um pastor de Mianmar, onde os cristãos são perseguidos. Na ocasião, o pastor asiático o agradeceu pelos jogadores evangélicos da seleção brasileira de futebol.
Sem entender, o pastor brasileiro perguntou o motivo do agradecimento. Emocionado, o pastor de Mianmar contou que pela primeira vez na história de seu país o nome de “Jesus” apareceu na TV.Ele se referia à comemoração dos jogadores na copa de 2002, quando Kaká, Lúcio e outros vestiram camisetas brancas com referências a Jesus e oraram em campo depois do jogo.
Para Mianmar aquele foi um momento histórico, pois muitas pessoas o procuraram para saber se aquele Jesus dos jogadores era o mesmo que ele pregava.
De maneira semelhante, o astro de futebol americano Tim Tebow tem atraído à curiosidade dos fãs de futebol americano sobre os versículos que costumeiramente pinta em seu rosto. Durante o jogo do seu time, o Denver Broncos, contra o Pittsburg Steelers ele fez um lançamento incrível que culminou num touchdown e lhe garantiu a vitória.
A bola viajou exatas 316 jardas aéreas (290 metros). Quase que imediatamente o termo 316 foi associado ao versículo de João 3:16 que ele costuma pintar no rosto.
O Christian Post registra que “316” foi a expressão mais buscada no Google durante aquele final de semana. Como resultado, a Associação Billy Graham, que tem uma equipe de missionários 24 horas por dia evangelizando online usou isso para gerar tráfico para uma de suas páginas PeaceWithGod.net que explicava o versículo.
Na segunda-feira “John 316” ainda estava entre os termos mais procurados e a Associação missionária já registrava mais de 9 mil atendimentos online. Naquela semana, explica John Cass, líder do web ministério SearchforJesus.net, 170 pessoas que fizeram a busca por “316” aceitaram a Jesus nas salas de bate papo do site que pertence à Associação Billy Graham.
Por vezes, o compromisso dos atletas vai além de testemunho em entrevistas.  Kaká, por exemplo, chegou a ser consagrado presbítero pela igreja Renascer. O apoiador Rivaldo acabou de assinar contrato com o Kabuscorp, de Angola.
Pelo Twitter, ele revelou que irá construir uma igreja no país africano e já havia, inclusive, comprado o terreno com essa finalidade há cinco meses. Evangélico, o melhor jogador do mundo de 1999, afirmou que sua ida à África vai muito além do futebol, que é plano de Deus para sua vida.
O pastor José Amâncio Neto, do Ministério Internacional Palavra Viva, já acompanhou a vida espiritual de muitos jogadores. Ele afirma que “o jogador de futebol é sempre uma pessoa visada e tida como referencial. Eles ditam moda e tendências que influenciam a sociedade. Em termos de fé, suas atitudes mostram isso nas comemorações de gols e o fato de não brigarem em campo. Isto causa impactado nos seus fãs e faz com que eles vejam e pensem que pessoas tão importantes para eles têm uma fé viva em Cristo Jesus”.
O pastor Amâncio lembra, inclusive, que em sua igreja há várias pessoas que se converteram pelo testemunho de jogadores. “Uma família de cinco pessoas, que hoje congregam conosco, passavam pela frente da igreja e viam os jogadores no culto. Um dia vieram ver o que eles faziam aqui, ouviram o que Deus fazia em suas vidas e ficaram. Hoje estão todos batizados e servindo ao Senhor”.

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